Amigos, bandeiras e a semana que passou

Posted on 22/10/2007

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A importância de ter plantado alguma coisa durante a sua trajetória é medida pela quantidade de amigos ou pessoas que realmente têm afeto por você. Afeto sincero, sem cobranças. Aquele do tipo que ajuda nas horas que mais se precisa e lhe é oferecido. Não é cobrado nada. Semelhante àqueles de pais, filhos e esposas.

Semana passada três exemplos típicos de atitudes e manifestações sinceras me ajudaram em algumas decisões de canalização da minha energia pro futuro. Ajudaram a sustentar decisões há muito tomadas, mas que haviam se desviado por uma proposta recente de promoção profissional e malograda por razões políticas internas.

Dr Luiz Vianna é daqueles profissionais que muitos ortopedistas deveriam se espelhar. Na verdade, um dos melhores ortopedistas que já vi com bisturi nas mãos. Só pra se ter uma idéia, naquelas situações de difícil de decisão cirúrgica, na qual um ortopedista normal, de boa formação, precise de dez, quinze minutos pra se adaptar a uma enrascada e sair dela, o sujeito não leva mais de um ou dois minutos. E dá um nó na própria situação.Eu sou a prova, pois nos auxiliamos em diversos procedimentos. Costumo falar que isto é puro exemplo de inteligência emocional e que tento aprender a lidar.Confesso. O “Luizão”, grande,desengonçado, mas diferenciado. Conectado com o que acontece a sua volta. Percebe muito fácil o mundo que o cerca. Ele foi o responsável por uma das frases que se encaixou muito bem na semana que tive: “Carlão, calma, não há uma folha que caia no chão que Deus não queira”. Entendi seu recado.

Dr. Carlos Yukio é um típico exemplo de como a gente precisa se lembrar sempre daquela história: o “que você ensina, em dobro você deve receber”. Eu recebi do Carlinhos e nem sei se servi pra ensinar algo pra ele.Ele é quem tem que dizer isto. Ele foi meu R1 quando eu era R3 e hoje trabalhamos juntos na Clínica ZN de Fraturas. De mestre a aluno. É assim que o mundo gira. Ele pode até não ter percebido o quanto ele me situou no tempo e espaço quando conversou comigo semana passada. Junto com a frase do Luíz o quebra-cabeça havia se completado. Disse: “Carlão, você não tem a impressão que está segurando uma bandeira grande, no meio de uma batalha, e que tem um monte de gente com bandeirinhas atrás de um morro pra ver o que acontece….” Aguardando pra ver se caio ou sigo em frente? Já havia percebido isto, mas não queria aceitar. Minha resposta: “Não tenho jeito, sou assim”. Vou seguir em frente.

Dr Eduardo Ribeiro é daqueles caras que nasceram pra liderar. Tem brilho próprio. Ele precisava apenas de um terreno fértil para semear suas idéias. Temos muitas em comum. Bem formado e de boa família é de uma educação que até nos meios médicos é bastante rara. Parabéns a família deste rapaz pela sua formação. Também cria do Mandaqui, entende seus corredores. Fez  aperfeiçoamento na área de tumor ósseo, em outro serviço e já foi colaborador do Blog Antigo do sítio Terra. Do Eduardo era quase impossível receber um não quando eu pedia algo pra fazer época de minha Coordenação no PSA do Mandaqui. Sábado, às 9 hs da manhã ele demonstrou todo o respeito e consideração que nutria por mim ao me ligar pra comunicar uma decisão importante. A semana fechou com chave de ouro.

Valeu a pena segurar a bandeira. É Carlinhos, aquelas bandeirinhas detrás do morro vão começar a sair. Poderei descansar um pouco.

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