Ortopedia Round – Quadril Adulto

Posted on 19/07/2007

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Antes de iniciar este Post, quero dizer que fico cada vez mais impressionado com o poder de difusão de informação por meio de um Blog. Meu último Post, da semana passada – "Jack Bauer…"– teve mais de 100 acessos espontâneos, sem divulgação. Hoje volto aos temas específicos da ortopedia com o primeiro "round" entre especialistas sobre um tema escolhido. Foi enviado um convite com um caso Clínico de Fratura Transtrocanteriana (1) (2) (3) (4) (5) para dois colegas especialistas em quadril: Dr Ricardo Basile e Dr Frederico Jana. Foram sugeridas questões específicas e deixado a cargo de cada um a forma de respondê-las. Eis o caso e o convite apresentados. Outras abordagens sobre o tema – RBO – vocês terão acesso clicando nos sublinhados acima.

Resposta por email, em texto escrito,do Dr Ricardo Basile:

"Apesar de muitos colegas se sentirem "experientes", não é infrequente fraturas passarem desapercebidas. Há diversos trabalhos na literatura que descrevem a fratura de quadril, seja ela trans ou colo, associada a fratura diafisária femoral ipsilateral e, nesses casos, a fratura do quadril é diagnosticada tardiamente.Fiquemos de olho aberto.

Acredito que a tração cutânea traz alívio da dor e melhoria do alinhamento do membro. Na literatura,não há diferença significante em colocar ou não tração.
Peço bioquímica completa incluindo coagulograma e exs específicos de acordo com patologias prévias. Seria importante a radiografia de bacia pré-op para sabermos como é a anatomia do quadril contralateral, que orientará a redução do fraturado.
A cirurgia deve ser feita preferencialmente antes de 48h. Utilizo "Clexane" 40mg após 12h da cirurgia, contínua por 3 semanas.

Utilizo Tronzo que é fácil, reprodutível e orienta a cirurgia , a reabilitação e o prognóstico.

Prefiro haste intramedular bloqueada para o colo, tenho experiência com esse método, mas não desdenho do DHS. A literatura não mostrou diferenças entre os dois métodos…

A principal complicação é a TVP. Lembro ainda que a pneumonia (1) (2) também é muito frequente. Ambas são evitáveis (quase sempre)com cuidados adequados. Infelizmente, pacientes idosos que apresentam essa fratura têm mortalidade que chega á 40% no primeiro ano pós trauma."

Dr Ricardo Basile


Resposta do Dr Frederico Jana, por email, em power point(.ppt):


Agradeço aos colegas pela brevidade das resposta. Postarei meus comentários depois.

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